terça-feira, 15 de abril de 2025

Infância e Dor





Poema 
“Infância, Canto e Dor”
Para Fatoumata Diawara (Cantora Malinesa)

Escrevo porque tenho a necessidade de cantar.
Entre os beduínos, o homem que conduz os camelos, quando está só no deserto,
Ele canta. Eu estou lá.
Eu estou só e canto sobre a vida, sobre mim.
Outros vão escutar e, talvez, cantar também...
(Poeta Árabe Khalid Al-Maaly)

Começaste a cantar nas ruas, para recolher migalhas
Para colocar comida em casa – Eras uma criança
Cantavas em casamentos, batizados, becos de sombras, pontas de ruas, e dizias:
-Gente, eu Canto porque tenho fome...
Perdoem se meu canto é rude e primário e amargo e triste.
Se minha dor entrar em transe, e meu canto for melancólico, perdoem
Minha mãe meus irmãos precisam comer...
(Eu poderia morrer – sobraria mais comida pra todos eles
Mas, quem os sustentaria com o canto triste, feito um pardal rueiro?)
Ainda muito criança de tudo, cantaste nas ruas
Nas praças; a voz de inicio fraca como uma taquara rachada
Mas a dor engrossa a voz, afina a alma, tange a tristice. E os sentimentos  rompem como um canto da Terra de Guilgamesh
Olhem meus olhos. São tristes. Olhem minha cara. Tenho cara de pobre? Pois eu sou pobre.
Minha infância, meu canto, minha voz soando nos corações, o que diz?
Meus olhos às vezes ficam marejados quando eu canto.
(As pessoas não compreendem a dor que eu sinto.
Sou eu essa voz, essa dor, esse canto.)
Uma criança canta para a família não morrer de fome.
Não tenho dinheiro nem para alugar um simples tambor barato que me acompanhe feito um coração serelepe.
Não tenho forças nem para bater palmas com o meu cantar
Não tenho muita força nem para me manter em pé, me sustentar. Sou uma criança...
Mas é o meu canto que me segura; minha voz sustenta meu corpo fraco
Sou todo eu, essa voz que vocês ouvem
(Mas alguns me olham detravessado
Alguns se repugnam, como se eu fosse uma criança leprosa
Alguns têm medo da minha tristeza e da minha miséria
Mas eu sou só uma criança pobre de rua que canta)
Perdoem meu canto, minha dor de existir; preciso levar algumas moedas para casa
Para podemos louvar a Deus antes do prato de sopa de pedras
Perdoem se minhas lágrimas estão nos meus cantos, nas minhas vestes simples, nas minhas palavras...
Não posso nem dançar uma dança tribal; eu morreria de cansado, eu não teria forçar para sobreviver cantando e dançando
Então eu danço com a voz; perdoem o tambor do meu coração sofrido
Perdoem se eu sou uma criança com fome que canta
Levem meu Canto para onde forem. Suas casas, palácios, igrejas e clubes.
E cantem vossos cantos por mim também, em meu nome, em nome daqueles que vocês adornam no presépio elétrico...
Todos os dias as pessoas se afastam da religião e vão em busca de um Deus verdadeiro
Mas eu tenho fome, e tenho sede – e preciso das migalhas que caem das mesas de vocês...
Se vocês puderem me ajudar; seu não tiver atrapalhando o comércio e o lucro de vocês (e os deuses de vocês - e as guerras de vocês)
Sei que às vezes para os sábios, a fé remove religião, mas a única religião deveria ser o amor...
Mas, o que uma criança pode entender, se não só cantar a sua angústia, a sua opressão, a sua dor; a dor que lhe deram
E precisa se sustentar nessa dor para sobreviver
E levar alguns tostões para casa. E dizer à mãe abandonada; e dizer aos irmãos humildes e esperançosos: -Eis o meu suor, eis a minha dor, eis o meu sangue...
Comei e bebei de mim, de minha dor, de meu amor, de minha fé.

E todos se alimentarão do meu canto em sangue. E do meu amor lavrado de cantagonias...
-0-
Silas Correa Leite – Santa Itararé das Artes, Cidade Poema



GUTE GUTE

Resumos (fragmentos) de Críticas de GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertório, Romance, de Silas Correa Leite, Editora Autografia, RJ 01.GUTE GUTE, BARRIGA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO, Editora Autografia, O ROMANCE DE SILAS CORREA LEITE “(...) Como em tudo o que faz, Silas Corrêa Leite é atrevido e criativo. Desta vez, nos aparece com este experimento ficcional, ao revés de René Chateaubriand, nas suas "Memórias de Além Túmulo" - são as sensações e questionamentos do nascituro. Um ser, supostamente em formação, mas com a personalidade pronto e a linguinha bem afiada. Humoroso - no sentido bergsoniano mas também dos humores corpóreos - e crítico, Gute Gute é uma reflexão uterina, se me perdoam o trocadilho, sobre a vida, o tempo, as relações sociais. Uma autorreflexão, se quiserem, porque o autor está dentro, perdoem de novo, do livro e do útero do mundo. Com a sua linguagem solta, coloquial, Silas Corrêa Leite nos traz gostosuras do tipo "contentezas", "brincadezas", "barrigal", "meda", "sexteen", "as fuselagens das minha mãe" etc. Mas não se engane o leitor. Silas vai a profundidades filosóficas, e mostra exemplos de erudição, formando quase um roteiro pedagógico. É ler para crer.(...) Joaquim Maria Botelho – Presidente da UBE-União Brasileira de Escritores. Jornalista, tradutor e professor, foi chefe de reportagem da Revista Manchete, no Rio de Janeiro, chefe de redação da TV Globo (atual TV Vanguarda) em São José dos Campos e diretor de jornalismo regional da TV Bandeirantes no Vale do Paraíba. 02.Flora Figueiredo Sobre GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertorio, Romance de Silas Corrêa Leite - Olá, Silas. Neste final de semana li seu trabalho. Imediatamente, me conectei com esse bebê que pensa, age e se comunica com agilidade e graça. O texto fluente, espontâneo, atual, faz com que o leitor se apegue às mirabolâncias do Gregório/ Thiago/Pedro/Caetano Frederico. Fica-se na expectativa do que virá a seguir, dentro da flutuação que se opera no ventre da mãe. Sua inventividade nos ata ao cordão umbilical da criança e é tão vívida que, sem perceber, fiquei ansiosa pela hora do parto. Parabéns pela ideia e pela maneira como a desenvolveu. Fique com meu aplauso, FLORA FIGUEIREDO é Poetisa, cronista e tradutora paulista, autora de Florescência, Calçada de Verão e Amor a Céu Aberto (1992). 03.Professor Universitário opina sobre GUTE GUTE, Romance - “Olá Silas, GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertório é gostozinho de Ler, mas muito pequeno... A gente queria continuar. O que torna a leitura mais agradável é a familiaridade que a gente tem com seu vocabulário, neologismos, frases peculiares, exclusivas”. Samuel Barbosa, Professor, formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano, graduou-se em Letras, Pedagogia, Supervisão Escolar e Especialização em Língua Portuguesa com produtiva carreira acadêmica. 04.O romance Gute Gute do prosador e poeta itarareense Silas Corrêa Leite, se constitui de relatos da vida de um bebê de altíssimo QI, no útero materno, em fase final de gestação. E que relatos! Que vidinha venturosa e aventureira.Aventureira? Sei que vão estranhar, mas acreditem, assim viveu esse guri no útero da mãe que o poeta chamou de troninho - onde ele se aninhava, qual passarinho no ninho agasalhante - até que chegasse a hora do parto, ou melhor, da partida para a realidade aqui fora. A vida do guri não se limitava ao interior e exterior do útero na barriga materna. Extrapolava, captando tanto o mundo físico como o psicológico das gentes lá fora. Ou seja, as limitações impostas pelas paredes uterinas não o impediam de ter contato com outros meninos e meninas de outros úteros, inclusive no mundo virtual. E a linguagem? Via de regra hilária, entre os bebês comodamente instalados nos seus troninhos. É mesmo para gargalhar. E quanta fofocas entre eles, quantos namoricos... Leiam o livro. Vão divertir-se muito, comover-se também, pois o Silas sabe muito bem como despertar o interesse e a emoção de seus leitores. Maria A.S. Coquemala é professora de Língua e Literatura Portuguesa, especializada em Linguística e pedagogia, formada pela PUC-Campinas. 05.Gute Gute: Reflexões e Impressões de um Bebê na Barriga da Mãe - Livro de Silas Corrêa Leite nos inspira a imaginar o mundo de onde viemos e para o qual queremos, em algum momento de nossa vida, voltar: o útero materno. Gute Gute – Barriga Experimental de Repertório é um romance cuja originalidade nasce já no argumento de traçar linhas sobre fantasias, peripécias, experiências, sensações e impressões de um ser em gestação. Pensar sobre esta primeira fase da experiência humana é inerente às questões sobre nossa existência: de onde viemos, por que viemos, do que somos feitos, para onde vamos? Contudo, embora imaginar o que acontece dentro de uma barriga em processo de gestação seja uma curiosidade comum, apontar caminhos e se arriscar palpites que viram frases e poesias é algo original e inspirador. Daí o subtítulo “Barriga Experimental de Repertório”: o autor reúne questionamentos sobre vocabulários, canções e sons que ouve de dentro da barriga da mãe e que servem para o ser como indicações sobre como será a “vida lá fora”. Gute Gute- Barriga Experimental de Repertório, o romance com um olhar questionador sobre alguém que ainda está para nascer, vem acrescentar à prateleira de livros próprios do poeta e escritor premiado em concursos e autor de outros livros em prosa e verso. Clélia Gorski – Publicitária e autora do livro Separada & Dividida (Novo Século), Jornalista e apresentadora da Rede Bandeirantes 06. Silas Corrêa Leite, além de professor, é escritor eclético com obras literárias as mais variadas, de crônicas, contos, poesias a romances de refinado bom-gosto. Premiado dezenas de vezes por seu trabalho jornalístico, crítico literário e bom resenhista, Silas se inscreve entre os escritores mais produtivos com obras de grande alcance social e cultural. Sebastião Pereira da Costa - jornalista/escritor, autor entre outros de “A História Oculta” e “Não Verás Nenhum País Como Este”, Editora Record (RJ). 07. Opinião de um Cineasta de Renome: GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertório, Editora Autografia, RJ, Romance, de SILAS CORRÊA LEITE Esta obra de Silas Corrêa Leite pressupõe um bebê especial (Asperger? Autista?), de inteligência precoce, relacionando-se – já no ventre materno - com o mundo, as pessoas e as coisas, mesmo ainda sem uma noção precisa de como funciona aquele universo pré (ou será pós?!) qualquer coisa que ainda não se sabe. Essa ideia de Silas, uma barriga experimental de repertório, é um achado. Mas não pensem os leitores em encontrar na obra grandes reflexões filosóficas ou quânticas, mesmo sendo os pais da criança Doutora em Filosofia e Psicóloga, ela, e Professor de Filosofia e Filólogo, ele. Sobram, sim, frases de efeito, ditos populares, palavrório regional paulista de Itararé e farto uso de citações da música popular e de heróis de histórias em quadrinhos. Não são palavras jogadas ao vento, é bom notar. O estilo anárquico do autor comporta sentidos que se alinham e realinham ao longo de suas duzentas e poucas páginas, conferindo à obra o mérito de prender de fato a atenção do leitor. Os capítulos, abertos com citações que vão de Michael Jackson a Octavio Paz, de Walt Disney a Fernando Pessoa, se sucedem à espera do parto (ou “chego”, conforme prefere o recém-nascido), apontando para a vida lá fora, repleta de paredes que, ao contrário do ventre materno, não dá mais para ver. “Macacos me mordam”, como diz o bebê na ruptura do cordão umbilical. Como disse, a ideia é um achado. Mas não se encerra aqui. Mais que um romance acabado, Gute Gute pode ser visto como a barriga experimental, ou melhor, como texto—base de um filme de animação em 3D, cuja equipe se encarregaria de um traçado audiovisualmente equivalente ao que Silas compôs com suas anárquicas palavras. Gregorio Bacic – Diretor de Tevê e de Cinema, Escritor, Pensador, Crítico. 08. Professor Samuel Barbosa, de Itararé-SP opina sobre GUTE GUTE, Romance de Silas Corrêa Leite “Olá Silas, GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertório é gostozinho de Ler, mas muito pequeno... A gente queria continuar. O que torna a leitura mais agradável é a familiaridade que a gente tem com seu vocabulário, neologismos, frases peculiares, exclusivas”. Mestre Samuel Barbosa, Professor, Itararé-SP Samuel Barbosa é pastor jubilado da Igreja Presbiteriana do Brasil, formou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano, graduou-se em Letras, Pedagogia, Supervisão Escolar e Especialização em Língua Portuguesa com produtiva carreira acadêmica. 09. LETRAS/Crítica: O antirromance de quem ainda vai nascer: Gute Gute, Barriga Experimental de Repertório, de Silas Corrêa Leite Adelto Gonçalves (*) Depois de publicar Goto – o reino encantado do barqueiro noturno do rio Itararé (Joinville-SC: Editora Clube de Autores, 2014), obra nitidamente do século XXI, em que toda a coerência formal da narrativa já foi desrespeitada, o poeta e ficcionista Silas Corrêa Leite ressurge agora com Gute Gute – Barriga Experimental de Repertório (Rio de Janeiro: Editora Autografia, 2015), outro romance pós-moderno, igualmente fragmentado, desintegrado e de linguagem rebelde, que se apresenta como não-romance ou antirromance, assumindo um rompimento definitivo com as fôrmas literárias do Romantismo e do Modernismo. Conhecido como ciberpoeta, Silas, um dos mais originais escritores deste Brasil pós-moderno, surpreende, mais uma vez, com um relato fragmentário de um bebê de altíssimo quociente intelectual (QI) que, ainda no útero materno, mas em fase final de gestação, já demonstra sentimentos, reações e faz citações, algumas de raízes populares e outras de poetas e pensadores famosos. Abusando do recurso da intertextualidade, o romancista faz o seu personagem ainda sem nome questionar não só momentos íntimos da mãe como manifestar algumas reflexões e impressões a respeito do mundo que há de viver fora do útero. Com tanta originalidade, por certo, Gute Gute – Barriga Experimental de Repertório começa a atrair os leitores desde as primeiras linhas, ao fazer questionamentos sobre termos, canções e sons que o protagonista ouve de dentro da barriga da mãe. Como diz o autor na introdução, o romance trata da relação da criança, ainda na forma fetal, com tudo o que a cerca: “o lar, as barulhanças nos derredores, as tristices e contentezas de formação, as formatações e configurações evolutivas de meio, os sentimentos de base e aprumo, a sensibilidade generalizada de compreender e ser inteirado da vida intrauterina a partir do que rola lá fora, no exterior, a partir do que sente no colmeial do adjacente barrigal”. Leia-se, por exemplo, este excerto: “(...) A gente vive aqui dentro pelo menos 9 meses. Parece uma eternidade. E na vida lá fora deve ser dez ou cem vezes isso. Sei não, não vou ser bom de aritmética, matemática. A barriga da natureza-mãe é melhor ou pior? Como o Pai diz, numa graceza lá dele (o velho é bom de bico): o buraco é mais embaixo. Não saquei direito essa frase detravessada dele. Quer dizer alguma coisa que faça sentido? (...) Sempre em busca da surpresa e do ineditismo, o ficcionista vai compondo o seu antirromance porque, se a vida ainda não existe fora do útero, tampouco não há como traçar um enredo com começo, meio e fim. Só restam reflexos produzidos por atos de quem gera – “percebo tudo aqui dentro da barriga” –, além de suposições sobre um futuro que há de vir: “Sobreviver lá fora deve ser um grande negócio. Ou é barra pesada? Ou tudo é rigorosamente regrado, regulado, normas e leis? Tudo lá fora é certinho, funciona direito e com precisão como um relógio?”, imagina. Dividida em seu quatro livros e subdividida em muitas partes, esta obra reproduz também as angústias de uma futura mãe ainda adolescente, que se deixou engravidar por quem não pretende assumir o filho. Lê-se: “(...) – Eu não estava no programa... falhou o calendário, a cartelinha, alguma coisa que deveria estar vestido e não estava, alguma coisa que deveria ter usado, sei lá mais o quê... Eu fui um acidente de encontro... Acidente de percurso, sei lá... (...). Como se percebe, o poeta Silas Corrêa Leite, com muita criatividade, atrai o leitor com uma linguagem do dia-a-dia brasileiro, ou melhor, do mundo caipira do interior de São Paulo e do Paraná, colocando novamente em evidência a cidadezinha de Itararé, com suas ruas de pedras, onde nasceu, na divisa entre estes dois Estados, e com a qual mantém vínculos familiares e sentimentais até hoje. Como dele já escreveu o romancista Moacir Scliar (1937-2011), percebe-se que Silas Corrêa Leite sente prazer em narrar, “prazer este que se transmite ao leitor como um forte apelo – o apelo que se espera da verdadeira literatura”. O leitor, portanto, só terá a ganhar ao conhecer e experimentar esta prosa experimentalista deste poeta cibernético, que, antenado com o seu tempo, não hesita em apertar a tecla SAP, mandar poemas-mensagens ou mensagens-poemas por torpedo, e-mail ou WahtsApp para construir um antirromance de uma vida que ainda vai nascer; III Silas Corrêa Leite, educador, jornalista comunitário e conselheiro em Direitos Humanos, começou a escrever aos 16 anos no jornal O Guarani, de Itararé-SP. Migrou para São Paulo em 1970. Formado em Direito e Geografia, é especialista em Educação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, com extensão universitária em Literatura na Comunicação na Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP). É autor também, entre outros, de Porta-lapsos, poemas (Editora All-Print-SP), Campo de trigo com corvos, contos (Editora Design-SC), obra finalista do prêmio Telecom, Portugal, 2007, O homem que virou cerveja: crônicas hilárias de um poeta boêmio (Giz Editorial-SP, Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador-BA, 2009, e Pirilâmpadas (Editora Pragmatha-Porto Alegre), poesia infanto-juvenil. Seu e-book O rinoceronte de Clarice, onze ficções, cada uma com três finais, um feliz, um de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, por ser pioneiro, foi destaque em jornais como O Estado de S. Paulo, Diário Popular, Revista Época, Revista Ao Mestre Com Carinho e Revista Kalunga e na rede televisiva. Por ser único no gênero e o primeiro livro interativo da Rede Mundial de Computadores, foi recomendado como leitura obrigatória na disciplina Linguagem Virtual no Mestrado de Ciência da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina. Foi tema de tese de doutoramento na Universidade Federal de Alagoas (“Hipertextualidade, o livro depois do livro”). Recebeu os prêmios Paulo Leminski de Contos, Ignácio Loyola Brandão de Contos; Lygia Fagundes Telles para Professor Escritor, Prêmio Biblioteca Mário de Andrade (Poesia Sobre São Paulo), Prêmio Literal (Fundação Petrobrás), Prêmio Instituto Piaget (Lisboa, Portugal/Cancioneiro Infanto-Juvenil); Prêmio Elos Clube/Comunidade Lusíada Internacional; Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores (USP), Prêmio Simetria Ficções e Fantástico, Portugal (Microconto), entre outros. Tem trabalhos publicados em mais de 100 antologias e até no exterior (Antologia Multilingue de Letteratura Contemporânea, Trento, Itália; e Cristhmas Anthology, Ohio, EUA). _____________________________ Gute Gute – Barriga Experimental de Repertório, de Silas Corrêa Leite. Rio de Janeiro: Editora Autografia, 225 págs., 2015. E-mail: poesilas@terra.com.b _______________________________ (*) Adelto Gonçalves, jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/29-11-2016/42217-antirromance-0/

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

CEM PENSATAS DE UMA JORNADA DE VIDA MELHOR

Breve relato: Em CEM PENSATAS PARA UMA JORNADA DE VIDA MELHOR, Silas Corrêa Leite evoca e reverbera com “ filososilas” como homenagem Alejandro Jodorowsky Quem só quer ver estrelas no céu Fere os pés nas pedras da terra Quem só vive olhando pro chão Inerte lamenta a própria vida Quem só vive olhando pra frente Vai sentir de repente que o tempo passou e ele não viu Quem só vive olhando pra trás não vai ser capaz de renascer Nascer de si mesmo, nasce ao infinito Na luz de seus olhos, beijar os olhos da luz Porque não ver nas pedras do chão A luz das estrelas do céu E pensar que o futuro será O passado e o presente, eternamente Ver nas coisas pequenas e simples A grandeza do espaço e não parar de procurar No seu interior descobrir a razão de ser e renascer. Renascer Silvio Brito -Novamente Silas Corrêa Leite surpreende, escrevendo como filosófico e neoexistencialista viés contemporâneo os mandamentos de Alejando Jodorowsky que referendam os dizeres do místico russo George Gurdjieff. E diz em CINCO REVOLUÇÕES PARA OXIGENAR A SUA ALMA "Eu pedi forças e Deus me deu dificuldades para me fazer forte. Eu pedi sabedoria e Deus me deu problemas para resolver. Eu pedi amor e Deus me deu pessoas com problemas para ajudar. Eu pedi favores e Deus me deu oportunidades. Eu não recebi nada que pedi, mas tive tudo o que precisava..." 01.)-AMAR -Acima e sobre todas as coisas, AMAR. Só amando compreendemos melhor o amigo, o irmão, o próximo, a família, a vida, o mundo, a sociedade, a espécie humana. AMAR a si mesmo, pois se amando você pode amar o outro, amando o outro você cria uma ponte, constrói vias de comunicabilidade na sua incompletude humana, amando você foi gerado, amando você pode criar transcendência, dar o exemplo da referência, desarmar ânimos, encontrar o amor de sua vida, amando ao perdoar, amando ao fazer caridade, amando a DEUS você tem uma base espiritual para ter fé e poder construir obras, conjugue o verbo AMAR e seja fruto bem-aventurado deste amor...”Almai-vos” uns aos outros... 02.)-CRESCER -Você tem que deixar o mundo melhor do que recebeu ao nascer, e, crescendo, evoluindo, amando, você firma seu ponto de luz na estrada dos caminhantes nessa travessia que é o verbo existir, estudando, trabalhando, sendo ético, justo, honesto, humanitário, você evolui, cresce, mudando seu mundo, seu clã, seu meio, crescer é isso, conquistar com as mãos limpas, ter consciência do dever cumprido (trabalho, escola, vida), dormir com a consciência tranquila, abrir as mãos, estender os braços, amparar, ajudar, construir, isso é crescer como ser, como humano, como imagem e semelhança do CRIADOR... 03.)-ESTUDAR -Amar é estudar... crescer. Estudar sempre, estudar o seu irmão, o despossuído, os lucros, as viagens, as vidas, as conquistas e perdas, as somas e sumos, ler muito, reler, repensar atos e falhas, tentar ser o mais humano dentro do humano, compreender a alma humana num conjunto de situações, estudar sempre e muito, estudar letras e músicas, pessoas e almas, situações e riscos, erros e acertos, estudar-se a si mesmo, porque a mudança começa em nós, e estudar é sentir parte do todo que é o completo do contexto da vida, estudar – e ler-se e tentar ao ser-se, ler-se SER... 04.)-VIVER -Conjugar o verbo viver na sua amplitude... amor, paz, prazer, luz, fé, obras, viver condignamente, trabalhando de sol a sol, construindo conhecimento, pesquisando, pensando, sentindo a dor do outro, amparando, viver como um ser de uma meio social, viver a partir de uma busca por justiça para todos, família e sociedade em paz limpa, com justiça social, democracia social, inclusão social, viver comparando, refletindo, somando, edificando, viver o grande baile da vida que é a existência, sendo seu solo, seu estúdio, sua alma clarificando situações no teatro embonitado da vida em sua magnitude... 05.)-SER FELIZ -Existir se destina a ser feliz. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, já cantou Caetano Veloso. Ser feliz é tudo o que se quer, ser feliz é a grandeza do sucesso, a melhor vingança é ser feliz, a maior conquista é poder olhar para trás e saber que viveu, construiu, edificou, mudou a sua vida, de sua família, que deixará ao morrer um mundo melhor do que recebeu ao nascer, a terapia do trabalho, do perdão, honrar pai e mãe, não julgá-los, ajudar carentes e excluídos sociais, buscar políticas públicas de inclusão social, não criticar sem ter conhecimento, ou não criticar sem tb dar ideias ou motivações, não ser fantoche de antros, de marionetes de parte de uma elite rancorosa, injusta e insensível, buscar seu próprio conhecimento, só ter a influência da verdade (conhecereis a verdade e a liberdade vos libertará), e nada mais, para que sus alma respire paz, respire luz, e quando você morrer possam dizer que um grande ser humano passou pela estrada dos caminhantes da terra... que não morreu frustrado, que não perdeu uma vida em vão, que foi feliz apesar de tudo, pois, como disse -0- PRÉ-LANÇAMENTO Cem pensatas para uma jornada de vida melhor parte dos chamados “82 mandamentos para uma vida melhor”, de Alejandro Jodorowsky, jornalista, cineasta, psicólogo e ícone da contracultura dos anos 60 e 70. Ideias originárias do místico russo George Gurdjieff repassados ao escritor chileno pela filha de Gurdjieff, Reyna d’Assia, durante jornada espiritual. Os textos eram para quem queria mudar hábitos e conquistar uma vida saudável. Fazendo uma releitura contemporânea, Silas Corrêas Leite, escritor e livre pensador humanista, dá sua contemporânea versão ao fim das utopias e sonha um neoexistencialismo com um utópico humanismo de resultados. “O neoexistencialismo transformou essa busca pela sensação de existir, e se manifestaria no reconhecimento pelo outro, numa busca pela própria salvação”, disse Paulo Polzonoff Jr. Este livro tem esse fito. A imaginação pode mais do que o conhecimento, disse Einstein. Evocando o autor original, Silas dá sua versão a propósito do sonho de um mundo melhor, acreditando que a esperança é a inteligência da vida, ao homenagear, repensar, evocar, reescrever com respeito e admiração. O amor é tudo que move. Tudo que move é sagrado. Leia e sinta. Qual é a sua jornada? Reflita, exercite, viva com qualidade. Sobre o autor Nascido em Monte Alegre e criado em Itararé, interior de São Paulo, Silas Corrêa Leite é escritor, professor, jornalista, blogueiro, especialista em educação e coordenador de pesquisas da FAPESP/USP. Autor de livros de poemas, contos e romances, conta com participação em mais de cem coletâneas e antologias, inclusive no exterior. Pela Caravana publicou Ensaios gerais – compêndio de críticas lítero-culturais (2024), Desjardim – muito além do farol do fim do mundo (2023) e Tutti-frutti – surtos de inutilezas (2021). Para adquirir este livro em pré-lançamento, acesse: https://caravanagrupoeditorial.com.br/.../cem-pensatas.../ Silas Corrêa leite E-mail: poesilas@terra.com.br www.silascorrealeite.com/ Autor de GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertorio, Romance, Editora Autografia, RJ